segunda-feira, 31 de outubro de 2022
Rodinhas
sexta-feira, 28 de outubro de 2022
Aula dia 26/10/22- Rodrigo Ferreira
AULA DIA 26/10/22- Rodrigo Ferreira
1. Visualização do poema "Discurso sobre o Filho-da-Puta" de Alberto Pimenta
. O significado que as palavras acarretam e o facto de tudo ter política na sua essência.
. Repetição do palavrão e a variação de conotação de quando o poema foi escrita para os dias atuais, já que as palavras a certo momento têm o seu valor alterado conforme o tempo e espaço onde se inserem.
2. Explicação do termo "longa duração" através de uma forma prática e quotidiana; a dificuldade e o tempo que demora alterar mentalidades e costumes.
3. Visualização e comentários sobre a obra de arte "Fonte" de Marcel Duchamp.
. A contribuição da mesma para o próprio valor de arte, já que este ato de provocação foi uma "porta de entrada" para a arte posterior mas também para a maior facilidade de falsificação das obras de arte, já que estas eram mais decorrentes do quotidiano.
4. Breve introdução e explicação sobre a Lenda do Rei Midas e a maldição que este foi sujeito por ser ganancioso; tudo o que tocava de transformaria em ouro...até a sua amada perdeu para a sua ganância, já que a transformou em ouro.
5. Explicação da origem de "Literatura Marginal"
. Era toda a literatura que estava à margem e contra o gosto dominante; o que hoje está à margem, amanhã, poderá não o estar.
. Uma das formas mais recorrentes da marginalização de obras era a não publicação por parte das livrarias de determinados livros, já que estas eram os principais meios de difusão das obras.
6. Exemplo elucidativo da importância/significado das palavras no espaço-tempo.
. Proferir "Fim à ditadura" no dia 24/04/74 tem uma conotação (tudo tem política) divergente da qual seria expressar a mesma frase no dia 26/04/74.
. O tempo assim como o espaço em que certos diálogos são proferidos, influenciam todo o significado e pertinência das palavras.
7. Comentário sobre a criação do livro "Homo Sapiens" escrito por Alberto Pimenta, o mesmo autor de "Discurso sobre o Filho-da-Puta" (1978)
. Este livro é composto por comentários que pessoas proferiam as passarem por um sujeito na rua já que este estava numa situação peculiar que foi colocar-se dentro de uma jaula ao pé dos chimpanzés no Jardim Zoológico de Lisboa.
. Os autores (pessoas que proferiam os comentários) não sabiam que estavam a escrever um livro que seria, posteriormente, lido por diversas pessoas.
8. A arte da "imitação"...quer dizer da "inspiração"
. O Início da obra primordial de Luís Vaz de Camões "Os Lusíadas" é inspirado na obra de Virgílio "Eneida".
. Se o escritor que escreveu acerca dos descobrimentos portugueses no século XV se "inspirou" na obra sobre Eneias e a sua jornada para salvar a cidade de Tróia, porque razão no século vigente a arte da "imitação" não será mais recorrente?
. Após a comparação entre as passagens de ambos os poemas épicos, assistimos um trecho do filme "Ó pai ó" (2007) e comparando a fala de uma cena, com uma passagem de uma obra de Shakespeare com nome de "Mercador de Veneza"; a episódio do filme brasileiro fala sobre o racismo, já no filme inspirado na obra do dramaturgo inglês o tema da mesma fala é a perseguição aos judeus por parte dos cristãos.
9. Nota final
. Uma frase que após esta aula deveremos guardar e aprender, é que desde o momento em que nos colocamos em causa, saímos do estágio de "estúpido" para o de "um bocado menos estúpido".
quarta-feira, 26 de outubro de 2022
Aulas 12 e 13: antevisão
Palavras mágicas & poéticas & proféticas
- Ronaldo e Moutinho no Euro 16
- Um bom palavrão vale ouro
- A escritas dos Sopranos
- O poema ensina a quê?
- O Rei Midas
- Que coisa é esta, amigo?
- Os textos nem-nem
- O caso da BD
- Duffy Duck e o precipício
- Temos as verdadeiras crises de fé - e as melhores são caseiras, freguês
- O erro certo, a palavra errada e errante, a demanda incessante
Entrementes, recapitulando...
Aula 11 (plano, factos só depois)
1. Exercício 3: um verbete sobre um dos textos lidos em casa.
2. Outra poesia
Fernando Aguiar é um dos mais destacados poetas experimentais e performers do que pode ser considerado uma segunda vaga. A partir dos anos 80, tornou-se o mais dinâmico organizador. Fez livros individuais e coletivos, organizou festivais, reestabeleceu uma rede com a poesia concreta internacional.
Aqui, uma leitura e uma homenagem sua a Álvaro de Sá e ao poema-processo. No fim, onde está o poema?
Alberto Pimenta (n.1937), autor de discurso sobre o filho-da-puta (1978) escreveu também Homo Sapiens, um livro escrito por gente que não sabia que estava a escrever um livro.
3. Variações surpreendentes
Numa nota diferente, note-se este trecho do filme Ó Pai ó (2007), vendo depois esta cena d'O Mercador de Veneza (1600).
segunda-feira, 24 de outubro de 2022
terça-feira, 18 de outubro de 2022
Mudança de sala
Por motivos internos e bons (facilitar a vida a colegas com maiores dificuldades motoras), as nossas aulas passarão a ser na sala B309, na torre B.
domingo, 16 de outubro de 2022
O encantador de cavalos
Há um filme com Robert Redford, de 1986, onde ele faz de «encantador de cavalos» - alguém que entende os cavalos (tanto quanto é possível entender) e, pela empatia, faz com que os cavalos confiem nele.
O nosso problema quando tentamos ler um texto sem rodinhas - sem indicadores berrantes a dizer quando e o quê devemos sentir («Agora ri! Agora chora! Agora comove-te, porque nós estamos a pôr violinos!») - é que, sem treino, ficamos à nora. Perdidos num deserto ou, pelo menos, em algo que parece um deserto. Ou uma selva. Uma selva também é um deserto. Ambos, deserto e selva, têm em comum o deixar-nos de cara à banda, sem GPS que nos salve.
O que fazer, então?
Sinceramente, não sei. Se soubesse não dava aulas. Mas aqui vai uma dica:
Façam perguntas
ao texto:
- Quem és? Para onde vais? Por que raio um leitor deve ler-te?
- Para que serves? A quem serves? Acrescentas um ponto?
- Soas bem? Usas palavras difíceis? E difíceis – ou fáceis – para quem?
Não precisamos de ter resposta para todas. Se calhar nem nos interessa ter resposta. Mas só quem já leu muito tira um prazer real em não ter respostas imediatas...
E é bem mais fácil ser rígido («Eu cá sou assim!») do que flexível.
quinta-feira, 13 de outubro de 2022
Sumário 2022/10/12 - Carolina Guina
-Conversa sobre os filmes “O Discurso do
Rei” (2010) e “Shrek” (2001):
Discussão
sobre a capacidade de discursar e da qualidade discursiva.
Como
desmontar uma falácia e a hipocrisia através da comédia e dos desenhos animados
(e. g.: discurso do príncipe aos soldados, onde há uma desconstrução da falácia
de guerra, em “Shrek”).
Conversa
sobre o uso da palavra e dos seus vários sentidos.
-Entrega dos exercícios realizados na aula
anterior e leitura de alguns:
A
literatura que questiona o poder, como em Uma
modesta proposta, de Jonathan Swift.
O humor
negro em Uma modesta proposta, que leva à construção
de uma crítica.
O
esforço de leitura e do pensamento que nos leva a interpretar e a perceber os
vários sentidos de um texto. Conduz ao conhecimento da forma
como o autor utilizou a palavra.
Leitura
de algumas passagens do texto de Jonathan Swift e comprovação da
crítica feita através do humor e da hipérbole.
-Textos para ler na
semana em que não há aulas:
«Os meus domingos», de António Lobo Antunes.
Uma Redação da Guidinha. L.
Sttau Monteiro, «A Mosca», Diário de Lisboa.
Aos poderosos Pés-chatos, escrevo
Escrevo apenas esta recomendação, pois o poema é da autoria de Wilfred Owen:
Bent double, like old beggars under sacks,
Knock-kneed, coughing like hags, we cursed through sludge,
Till on the haunting flares we turned our backs,
And towards our distant rest began to trudge.
Men marched asleep. Many had lost their boots,
But limped on, blood-shod. All went lame; all blind;
Drunk with fatigue; deaf even to the hoots
Of gas-shells dropping softly behind.
Gas! GAS! Quick, boys!—An ecstasy of fumbling
Fitting the clumsy helmets just in time,
But someone still was yelling out and stumbling
And flound’ring like a man in fire or lime.—
Dim through the misty panes and thick green light,
As under a green sea, I saw him drowning.
In all my dreams before my helpless sight,
He plunges at me, guttering, choking, drowning.
If in some smothering dreams, you too could pace
Behind the wagon that we flung him in,
And watch the white eyes writhing in his face,
His hanging face, like a devil’s sick of sin;
If you could hear, at every jolt, the blood
Come gargling from the froth-corrupted lungs,
Obscene as cancer, bitter as the cud
Of vile, incurable sores on innocent tongues,—
My friend, you would not tell with such high zest
To children ardent for some desperate glory,
The old Lie: Dulce et decorum est
Pro patria mori.
Sumário 10/10/22 - Kashif Kassam
- Visualização do vídeo " "No meio do caminho", de Carlos Drummond de Andrade | Leituras do poema"
- O uso da anáfora na poesia
- A diferença na prosódia de cada língua em que o poema foi lido
- Como a poesia pertence ao género literário, que revela ser o oposto do literal
- O que a literatura pede ao leitor?
- O livro, comparado com outros medias como os filmes e as séries de televisão, não deixa tantas "pistas" como as outras formas de arte deixam, daí requerer mais da parte do leitor.
- Ao ler um livro, o leitor é que decide grande parte das vezes como são as vozes e algumas características das personagens, que pode alterar a interpretação que cada leitor tem sobre o livro.
- Realização de um comentário sobre a "Modesta Proposta" de Jonathan Swift
- Leitura do poema de Luís de Camões " Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades"
- Como a leitura de um poema pode transmitir sentimentos diferentes dependendo do enunciador
- A adaptação musical feita por José Mário Branco para este poema
- Visualização do vídeo "José Mário Branco - FMI (1ªparte)"
- Esta música pode ser considerada um poema?
- A ligação da literatura com outras artes - Será que somos menos escritores a fazer estas ligações?
quarta-feira, 12 de outubro de 2022
A ler na semana em que não há aulas
I. «Os meus domingos», de António Lobo Antunes:
Aos domingos a seguir ao almoço visto o fato de treino roxo e verde e os sapatos de ténis azuis, a Fernanda veste o fato de treino roxo e verde e os sapatos de salto alto do casamento, subo o fecho éclair até ao pescoço e ponho o fio de ouro com a medalha por fora, a Fernanda sobe o fecho éclair até ao pescoço e põe os dois fios de ouro com a medalha e o colar da madrinha por fora, tiramos o Roberto Carlos do berço, metemos-lhe o laço de cetim branco na cabeça, saímos de Alverca, apanhamos os meus sogros em Santa Iria de Azóia e passamos o domingo no Centro Comercial.
A Fernanda senta-se atrás no Seat Ibiza, com o menino e a Dona Cinda, o senhor Borges ocupa o lugar ao meu lado, de Record no sovaco, fato completo, gravata de flores prateadas e chapéu tirolês, ajuda-me no estacionamento das Amoreiras a tirar o carrinho da mala e todos os automóveis do parque são Seat Ibiza, todos têm mantas alentejanas nos bancos, todos apresentam um autocolante no vidro que diz Não Me Siga Que Eu Ando Perdido, todos possuem uma rodela Vida Curta na guarda-lamas direito e uma rodela Vida Longa no guarda-lamas esquerdo, de todos os espelhos retrovisores se pendura o mesmo boneco de peluche, todos exibem junto à matrícula com o círculo de estrelinhas da Europa a mesma rapariga de Stetson e cabelo comprido, todos trouxeram o Record, os sogros e o filho, todos devem habitar em Alverca e todos circulam a tarde inteira no Centro de forma idêntica à nossa: adiante a Fernanda e a Dona Cinda, de
raposas acrílicas, a coxear por causa de uma unha encravada, empurrando o Roberto Carlos que esperneia, desfeito num berreiro, com a chupeta pendurada da nuca por uma corrente e o Senhor Borges e eu vinte metros atrás, preocupados com a carreira do Olivais e Moscavide que perdeu em Alhandra apesar de ter comprado um avançado cabo-verdiano ao Arrentela e que em vez de jogar à bola leva as noites a mariscar tremoços na cervejaria, de brinco na orelha, no meio dos amigos pretos, com o tampo da mesa coberto de canecas vazias.
Como a Fernanda e a Dona Cinda param em todas as montras de móveis e boutiques a bisbilhotarem quinanes e kispos, acontece enganar-me e trocá-las por outra sogra acrílica, outra mulher roxa e verde e outra criança de laço, e sucede-me passar horas num banco, sem dar pela diferença, com uma Fátima e uma Dona Deta, a planear as prestações de um microondas e de um frigorífico novo, seguir para Alverca, jantar o frango da Casa de Pasto e a garrafa de Sagres do costume, e só na terça-feira, quando vou a sair para a Junta, a minha esposa informa, envergonhada, que mora em Loures ou na Bobadela, o Roberto Carlos se chama Bruno Miguel, e deu pelo engano, há cinco minutos, porque a minha Última Ceia é de estanho e a dela de bronze. Claro que corrigimos o erro no domingo seguinte, em que volto para casa com uma Celeste e um Marco Paulo no Seat, a que juntei (será o meu Seat Ibiza?) um novo autocolante que deseja Espero Não Te Conhecer Por Acidente.
Esta semana a minha mulher chama-se Milá, o meu filho Jorge Fernando e ando a pagar um apartamento em Rio de Mouro. Como esta sempre cozinha melhor do que as outras não faço tenções de voltar às Amoreiras. Se ela gostar de telenovelas só tornamos a sair daqui a muitos anos, quando o miúdo usar um fato de treino roxo e verde, eu encontrar no armario do quarto um casaco de raposas acrílicas e um chapéu tirolês, e escutar lá em baixo, a seguir ao almoço, a buzina do Seat Ibiza da minha nora. Como nessa altura devo andar a dieta de sal por causa da tensão qualquer peixe grelhado me serve.
in ANTUNES, António Lobo (1998). Livro de Crónicas. Lisboa: Publicações Dom Quixote. pp. 59-60
O PAI NATAL
"Tretas tretas tretas a mim é que não me levam mais era o que faltava ou um ou outro é um aldrabão disseram-me que o pai natal descia pela chaminé e eu acendi o fogão para lhe queimar o rabo para ele dar um grito para eu o ver e nicles quem ficou com o rabo a arder fui eu que levei bumba no toutiço por ter gasto gás é só para ver como as coisas são disseram-me que ele trazia presentes do céu e o que ele me trouxe foi uma camisola que eu vi numa montra duma loja em saldo com o preço e tudo isto quer dizer que o Céu fica na Rua dos Fanqueiros ou que me aldrabaram por eu ser criança é o que eu digo mentem à gente mal a gente nasce e depois queixam-se de que a gente em grande queira ir para a política outra coisa que o pai natal me deu foi um compêndio de Ciências Naturais aprovado para o primeiro ano ora abóbora que se eu fosse má até ficava a pensar que o pai natal é o meu pai o que vale é que eu sou boa até ver sim até ver que se me pregam outra partida como esta vão ver como é que eu sou por dentro porque lá por dentro sou má como as cobras se julgam que eu saio à minha Mãe enganam-se lá no fundo eu saio ao meu pai mas não quero que se saiba para salvar o toutiço que se ele adivinha isso é bumba no toutiço até mais não outra malandrice que me fizeram foi darem-me um cavalinho de madeira que o meu avô comprou para levar à maternidade quando eu nasci a pensar que eu era menino mas o diabo do velho quando viu a enfermeira mudar-me a fralda meteu o cavalinho no bolso e foi a correr comprar uma roca de prata porque nesse tempo o plástico ainda era caro e levou o cavalinho para casa para quando viesse um menino e como nunca veio porque em Paris deixaram-se de fazer coisas dessas e agora fazem outras o tal cavalinho foi escondido numa mala muito velha onde eu o encontrei há mais de cinco anos estou farta de brincar com ele sem ninguém saber e vai este ano bumba apareceu-me no sapato como se fosse um presente do pai natal assim não vale abóbora que ou a gente é séria ou não é isto até faz com que se perca o respeito pela família terrestre e pela família celeste que o meu pai queira enganar o pai natal vendendo-lhe cavalinhos velhos e Compêndios de Liceu ainda eu entendo agora que ele os compre se calhar pelo dobro do preço é que não entendo nem à bala são estas coisas que fazem a gente perder a fé e depois espantam-se outra porcaria que me fez o pai natal foi dizer ao meu pai que este ano os presentes eram fracotes por causa da crise que há no Céu mas então se aquilo é igual à Terra para que é que lhe chamam Céu anda a gente a privar-se de coisas para ir para o Céu e chega lá e bumba aquilo é como a Graça ou como o Areeiro eu é que não vou nisso e se as coisas não mudam para o ano faço de conta que não sei da crise e mando uma reclamação para o deputado que me representa na assembleia e o pai natal vai ver como é que as moscas picam para aprender a ser profissional a valer que isto dum pai natal amador não interessa a ninguém e muito menos a esta vossa GUIDINHA que não está cá por ver
2. Uma Redação da Guidinha:
L. Sttau Monteiro, «A Mosca», Diário de Lisboa
domingo, 9 de outubro de 2022
Aula 5 (10/10): FMI de José Mário Branco
1. «Alto lá! A vida ou a obra!»
1.1. Bocage e o Café Nicola.
1.2. Que texto é Comunidade? E isso interessa?
2. Exercício escrito: pequeno comentário a Uma Modesta Proposta.
3. FMI, de José Mário Branco. É o quê?
A canção no YouTube aqui.
A letra (o poema) aqui
Serão as letras das canções verdadeiros poemas?
Um poema, ao ser musicado, perde qualidades?
sábado, 8 de outubro de 2022
Para assistir num domingo de sol e margaritas
Olá, hermanos – colegas, para os mais
formais.
Assisti esse vídeo quando procurava alguma
informação sobre o Pierre
Menard, autor do Quixote,
do Borges. Foi-me útil, por isso partilho.
Sumário (03/10/22)
Sumário (03/10/22)
· Aviso das leituras que devem ser feitas para a próxima aula:
o Uma modesta proposta, de Jonathan Swift;
o
Pierre
Menard, Autor do Quixote,
de Jorge Luis Borges.
·
Entrega
dos exercícios da aula passada;
·
Visionamento
do vídeo: “Luiz Pacheco - O cachecol do artista”
·
Nota
sobre a diferença entre mau gosto e o bom gosto e a difícil relação da
literatura com essas definições;
·
Nota
sobre o carácter pragmático da literatura em relação à filosofia e até mesmo em
relação à história:
o
A
capacidade da literatura de colocar as suas personagens num determinado espaço
e tempo, excedendo a medição sobre um alguém qualquer, num espaço não visto e
numa língua não conhecida.
·
Apontamento
sobre o carácter autobiográfico do texto ficcional;
·
A
existência dum mundo objetivo contraposta com a nossa relação com a realidade,
que se revela ficcional (depende da nossa bagagem e contexto), sendo
apresentada, muitas vezes, errada;
o
Nota
sobre a bagagem de experiências e contextos que o leitor leva para a sua
leitura da ficção e da realidade.
·
Explicação
da literatura como possibilitadora de um espaço individual ao ser humano, que
vive numa realidade em que o homem é lobo do homem;
·
A
ideia de literatura como algo privado;
·
Visionamento
dos quadros Les Demoiselles
d'Avignon, de Picasso e A Maja Nua,
de Franscisco Goya:
o
Explicação
de como os movimentos artísticos, como o cubismo, futurismo e etc., nasceram --
com o objetivo de fazer aquilo que a fotográfica não fazia;
o
Explicação
do porquê do choque causado pelas pinturas mencionadas acima;
o
Apontamento
sobre a razão de não dispensarmos
pinturas, opostas ao belo, como a de Picasso, do cânone artístico.
·
Leitura
das páginas 4 e 14 do livro Comunidade, de Luís Pacheco:
o
Apontamento
sobre a tendência do autor em mostrar no seu texto o que geralmente não se
mostra e de apontar nomes reais na sua ficção;
o
Explicação
da diferença do termo erótico na cultura popular e erudita.
terça-feira, 4 de outubro de 2022
Fragmentos de um discurso amoroso, de Roland Barthes
Fragmentos de um discurso amoroso é o Annie Hall de Roland Barthes, do tempo em que as ideias ainda não vinham todas da América. Barthes escreve sobre o amor e diz: sou um filósofo mas também um linguista mas também um professor de literatura mas também um escritor mas também um tipo que gosta muito de cinema mas também alguém que ama e tem histórias passadas e, se Deus quiser, futuras. E como sou essas pessoas todas tenho de comentar por elas. O livro é um fragmento composto de fragmentos porque não há totalidade nem ambição de lá chegar. Tenta ser um dicionário incompleto de um mapa de lugares amorosos (o beijo, a sala de cinema, o banco de jardim, as nossas músicas, a primeira zanga, os «não posso viver sem ti», os «Destruíste a minha vida!!!») e é um fascinante emaranhado de notas de rodapé. O meu exemplar, de 1981, tem ainda uma outra nota de rodapé: os comentários que fui fazendo à margem, ora anuindo («Bolas, é mesmo assim») ora discordando com veemência («O menino Roland tá parvo!»). É capaz de ser o meu bem mais precioso, a seguir ao pedaço do nariz da esfinge que me venderam no Cairo.
Coimbra
Há bagagem literária fora de formato Sempre houve literatura oral Sempre houve performance e palavra dita/dialogada O povo não é inferior ...
-
A experiência de leitura, que proporciona facilidade em identificar ‘as brincadeiras’ realizadas com o texto (ironias, erros p...
-
POR FAVOR, enviem o vosso mail para vos colocar como co-autores do blogue. Abaixo, a seguir à bibliografia sumária, a ligação para a aula...
-
Partilho o bit onde o grande George Carlin transforma os 10 mandamentos numa lista mais realista. Divirtam-se: https://www.youtube.com/watch...



