-Conversa sobre a capacidade de comunicar
e do investimento na leitura:
Uma vírgula faz a diferença, tal como o
ritmo faz um texto literário. Surge uma falha na comunicação, devido à falta de
atenção ou de foco, em relação a algo como uma vírgula ou um traço, algo
aparentemente mínimo.
As peças ganham mais vida sendo
representadas. A forma como um ator representa uma determinada cena pode fazer
toda a diferença. Visualização do solo de Marco António presente na peça Júlio César, de Shakespeare, interpretação
de Damian Lewis.
Código cultural: saber hábitos ou
características de uma determinada cultura. Agir de certa forma por desconhecer
uma cultura. Capacidade de comunicar.
Ser a princesa que se apercebe da ervilha
por baixo de uma torre de colchões, o que é vantajoso. Ter
-Conversa sobre a mudança de valores e
discussão sobre o que é o humor:
Visualização de “A última ceia por Herman José e Marcelo Rebelo de Sousa”, a propósito dos valores de à 30 anos atrás,
que com o passar dos anos mudaram e a crítica ao humor feito com o episódio da
“Última ceia”.
Ciclo da vida que pode ser como uma
espiral, pois passa perto do que já se foi mas não é igual; os filhos não são
exatamente iguais aos pais. As coisas mudam de geração em geração, quando sai
um primeiro-ministro, há outro pronto a substituir, “Rei morto rei posto”. A
estrutura quase que se mantém. Os valores mudam. Os valores dominantes mudam
mas não muda o facto de haver valores dominantes. As mulheres e os seus
direitos.
“Pinóquio” e Moby Dick: ideia da baleia, no 1º como o monstro que engole o Pinóquio
e Geppetto e no 2º como o monstro que destrói os barcos. Quando há interesse
político, esta ideia muda e já se acusa aqueles que fazem caça à baleia, esta
deixa de ser o monstro e passa a ser a vítima, da qual tiram proveito. Isto surge
quando há mudanças na economia no mundo ocidental, já não se precisa da baleia
e vira-se o jogo. Os valores ocidentais estão em constante mudança e há uma
adaptação da população perante eles.
Inverter a ordem do foco: o que é
essencial e o que é acessório. Mudando a atitude muda também a relação com o
mundo.
-Humor e os seus limites:
O que é o humor? Até que ponto pode ser
considerado humor? Quando é que se torna ofensivo? Afinal o que é poesia? O que
é arte? E a censura, quando é que deve ser aplicada? “Ninguém tem o direito a
não ser ofendido”: discussão sobre a frase dita por um colega.
-Ambiguidade da arte e da literatura:
Se há muitos a dizer que não é arte, se
calhar é arte.
Quem faz batota tem a vantagem. Se ele fez
eu também posso. Todos têm razão? “Estava só a brincar”?
Mudança de perspetiva.
Literatura como campo da incerteza, um
lugar de brincadeira e de experiências.
-Texto a ler para segunda: “O Sacristão Analfabeto”, de Somerset
Maugham.
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