quinta-feira, 24 de novembro de 2022

Sumário 2022/11/23 - Carolina Guina

 

-Conversa sobre a capacidade de comunicar e do investimento na leitura:

Uma vírgula faz a diferença, tal como o ritmo faz um texto literário. Surge uma falha na comunicação, devido à falta de atenção ou de foco, em relação a algo como uma vírgula ou um traço, algo aparentemente mínimo.

As peças ganham mais vida sendo representadas. A forma como um ator representa uma determinada cena pode fazer toda a diferença. Visualização do solo de Marco António presente na peça Júlio César, de Shakespeare, interpretação de Damian Lewis.

Código cultural: saber hábitos ou características de uma determinada cultura. Agir de certa forma por desconhecer uma cultura. Capacidade de comunicar.

Ser a princesa que se apercebe da ervilha por baixo de uma torre de colchões, o que é vantajoso. Ter sensibilidade.

 

-Conversa sobre a mudança de valores e discussão sobre o que é o humor:

Visualização de “A última ceia por Herman José e Marcelo Rebelo de Sousa”, a propósito dos valores de à 30 anos atrás, que com o passar dos anos mudaram e a crítica ao humor feito com o episódio da “Última ceia”.

Ciclo da vida que pode ser como uma espiral, pois passa perto do que já se foi mas não é igual; os filhos não são exatamente iguais aos pais. As coisas mudam de geração em geração, quando sai um primeiro-ministro, há outro pronto a substituir, “Rei morto rei posto”. A estrutura quase que se mantém. Os valores mudam. Os valores dominantes mudam mas não muda o facto de haver valores dominantes. As mulheres e os seus direitos.

“Pinóquio” e Moby Dick: ideia da baleia, no 1º como o monstro que engole o Pinóquio e Geppetto e no 2º como o monstro que destrói os barcos. Quando há interesse político, esta ideia muda e já se acusa aqueles que fazem caça à baleia, esta deixa de ser o monstro e passa a ser a vítima, da qual tiram proveito. Isto surge quando há mudanças na economia no mundo ocidental, já não se precisa da baleia e vira-se o jogo. Os valores ocidentais estão em constante mudança e há uma adaptação da população perante eles.

Inverter a ordem do foco: o que é essencial e o que é acessório. Mudando a atitude muda também a relação com o mundo.

 

-Humor e os seus limites:

O que é o humor? Até que ponto pode ser considerado humor? Quando é que se torna ofensivo? Afinal o que é poesia? O que é arte? E a censura, quando é que deve ser aplicada? “Ninguém tem o direito a não ser ofendido”: discussão sobre a frase dita por um colega.

 

-Ambiguidade da arte e da literatura:

Se há muitos a dizer que não é arte, se calhar é arte.

Quem faz batota tem a vantagem. Se ele fez eu também posso. Todos têm razão? “Estava só a brincar”?

Mudança de perspetiva.

Literatura como campo da incerteza, um lugar de brincadeira e de experiências.

 

-Texto a ler para segunda: “O Sacristão Analfabeto”, de Somerset Maugham.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Coimbra

  Há bagagem literária fora de formato Sempre houve literatura oral Sempre houve performance e palavra dita/dialogada O povo não é inferior ...