(Pequena nota introdutória)>A Carolina Guina é minha prima e também vai sumariar a aula que agora sumario. Eu não sou de intrigas e conspurcar o seu nome não é de todo a minha intenção, e ainda assim… levanto aos céus as mães, desculpem, as mãos que tenho pedindo-lhes com a justa mesura que isto me corra melhor a mim do que a ela (mas muito melhor!).
(Pequeníssima nota sobre a nota introdutória)> Tava a brincar, esta “pequeníssima” nota é desnecessária, peço desculpa.
(O sumário)> Começámos por falar sobre inteligência e representação, e como o sucesso pode muitas vezes estar associado ao bom uso destes dois elementos em conjunto. Nomeadamente pela “malta da cultura”, em oposição à “malta de engenharia”, e que a própria malta de engenharia pode, com arte e engenho, singrar na vida através da comunicação: como o fez Steve Jobs, por exemplo, de gola alta e sorriso malandro.
> Pausadamente e sem grande espalhafato, a representação de “Damian Lewis as Antony in Julius Caeser” as a good exemple of a sagacious representation of a text by Shakespeare: a text that was meant to be represented. Therefore, é esse o exercício de imaginação que temos de fazer enquanto lemos.
>Neste sentido, analisamos o ritmo e a dança como características de um texto que, muitas vezes, o tornam um texto literário. Há importância no pormenor, na medida em que um simples traço, seja uma vírgula ou um mero - que afinal é um + fazem a diferença. E para reconhecer essa diferença há que ser princesa e estranhar a ervilha debaixo de mil colchões.
>Assistimos à Última Ceia, um sketch elaborado por Herman José, e à polémica envolta sobre o próprio sketch. O sentido da aula rumou em direção à discussão acerca do que poderá ser o humor. Quais são os seus limites e, consequentemente, os limites da censura. Foi aí que se instalou a discórdia. A organização perdeu o norte. A controvérsia sobre o tema escalou e, no meio de uma troca acesa de opiniões, o João deu um cachaço ao Francisco e a Celina chamou nomes ao professor. Até o Bernardo suspeitou ter visto o Herman virtual a revirar os olhos à discussão! Tudo isto e não se se chegou a conclusão nenhuma… Se é legítimo ou não haver censura; Se é legítimo ou não fazer pouco da igreja; Se se pode fazer piadas sobre qualquer coisa; Se existe alguém que tenha o direito de não ser ofendido. Foram estas, entre outras, algumas das questões levantadas durante o debate.
>O cartaz “Mais imigração!” em resposta ao cartaz “Basta de imigração”, como exemplo de sátira eficaz, que “magoa e é para magoar”.
>A ideia de ciclo de valores como uma espiral que, ao contrário do círculo, não se repete, mas quase. Isto é, há uma mudança lenta de valores e de paradigma que quase toca nos anteriores. Por exemplo: cair em desuso o estar casado para o resto da vida. Hoje em dia é demodé o não se divorciar. No contexto do sketch do Herman José e do “brincar” com a igreja, o próprio MRS mudou os seus valores e percepção relativamente ao humor. Mudam os valores dominantes mas não muda que os haja.
>A ambiguidade na arte, na poesia e no humor. O campo da incerteza ser o campo do interesse e eventualmente da mudança.
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