esta semana, em conversa com uma colega que está a fazer a cadeira de textualidades, passei a conhecer o modelo da escola de Tartu, aparentemente um modelo de definição de cultura, através dum ensaio proposto para leitura nessa cadeira. o ensaio, The concept of text in cultural semiotics, da autoria de Göran Sonesson, inclui um gráfico elucidativo sobre este modelo que, parece-me, tem tudo a ver com a leitura-para-lá-do-texto, ou das palavras: a leitura situacional e relacional que fazemos no nosso dia a dia.
nesse mesmo artigo são referidas duas obras de Duchamp enquanto exemplos desse atravessar de fronteiras, da recontextualização dum objeto tendo em conta a sua passagem a uma categoria diferente. são eles as obras L.H.O.O.Q. (cujo título, se lido rápido, soa como elle a chaud au cul) e a mais conhecida Fountain. cito um pequeno parágrafo do artigo, a respeito disso mesmo:
“In discussing the process of inclusion into the art world, I have given mainly two examples, in both cases works by Marcel Duchamp: his "L.H.O.O.Q." consists of a reproduction of Leonardo’s "La Gioconda" with a moustache and a pointed beard. Since similar "La Gioconda" modifications have appeared before in satirical magazines, we could consider this a transference from another sphere of picture production. Duchamp’s "Fountain" is simply a urinal placed in the context of art exhibition; it is, so to speak, transferred from the sphere of tools or use objects to that of aesthetic contemplation.” (sublinhado meu)
por último, uma imagem sobre aquilo que António Barahona, em entrevista com Raquel Marinho, tem a dizer acerca da poesia:
links:
artigo de Göran Sonesson — https://www.academia.edu/5424645/G%C3%96RAN_SONESSON_The_Concept_of_Text_in_Cultural_Semiotics_1_The_Concept_of_Text_in_Cultural_Semiotics
imagem via instagram.com/raquel_marinho_poesia
joão


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